Academy Day: pela 3ª vez, Globo e cidade do Rio recebem encontro internacional para discutir caminhos do mercado de mídia
O evento é um dos mais importantes do audiovisual e reúne 300 empresários do setor de televisão de várias partes do mundo. Academy Day reúne 300 empresár...

O evento é um dos mais importantes do audiovisual e reúne 300 empresários do setor de televisão de várias partes do mundo. Academy Day reúne 300 empresários de mídia no Rio Trezentos empresários de vários países do mundo estão reunidos no Rio de Janeiro para o Academy Day, um evento internacional que discute os caminhos do mercado de mídia. O jantar de boas-vindas à Academia de Artes e Ciências Televisivas dos Estados Unidos foi na quarta-feira (2) no Palácio da Cidade, uma das sedes da Prefeitura do Rio de Janeiro, e celebra a cidade como cenário de grandes eventos. "É uma demonstração da vocação dessa cidade para a produção de conteúdo, para mídia. E quando a gente consegue reunir as melhores e maiores empresas de produção de mídia, de produção de conteúdo do mundo aqui no Rio de Janeiro, a cidade só tem a ganhar”, afirma o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do PSD. O encontro tradicional da Academia, o Academy Day, que acontece essa semana no Rio, é um dos eventos mais importantes do audiovisual e reúne 300 empresários do setor de televisão de várias partes do mundo. O CEO da Academia, Bruce Paisner, disse que o Rio é uma cidade muito importante para a economia e cultura mundiais e reúne pessoas de todos os continentes, e falou ainda que no Rio nós celebramos o Brasil, aprendemos sobre o que está acontecendo na mídia. O encontro vai até sábado (5). A programação desta quinta-feira (3) foi no Museu do Amanhã. A cada dois anos a Academia de Artes e Ciências Televisivas dos Estados Unidos realiza o Academy Day em alguma parte do mundo. O evento foca na cultura e na indústria de mídia da região onde acontece. Esta é a terceira vez que o Rio e a Globo são os anfitriões do encontro. Paulo Marinho, diretor-presidente da Globo Jornal Nacional/ Reprodução O diretor-presidente da Globo, Paulo Marinho, abriu o Academy Day e falou sobre a importância de um debate sobre a mídia no ano em que o Grupo Globo completa 100 anos. "O mundo está em movimento constante, com muita rapidez. Então, é importante a gente debater e estar preparado para encarar essa dinâmica sempre inovando, buscando inovar em termos da forma como a gente cria e conta as nossas histórias, mantendo esse compromisso de levar um conteúdo de qualidade, levar informação de qualidade, que se faz cada vez mais necessária, e a gente pensando também o futuro dos negócios”, afirma Paulo Marinho, diretor-presidente da Globo. No primeiro painel, Antônio Wanderley, CEO do Instituto de Pesquisa Kantar, falou sobre a televisão feita no Brasil para o Brasil: "A Globo tem um histórico de liderança de ideais no Brasil, de valores da sociedade brasileira e que essa perpetuação traz um benefício para o país”. Academy Day: pela 3ª vez, Globo e cidade do Rio recebem encontro internacional para discutir caminhos dos mercados de mídia Jornal Nacional/ Reprodução Na rodada de debates, Chile, Portugal e Brasil discutiram o poder duradouro da televisão aberta. O diretor-executivo dos Estúdios Globo, TV Globo e Afiliadas, Amaury Soares, disse que a razão para se manter forte no mercado se deve a bases fundamentais como a verdade e a credibilidade, e que a empresa está pronta para o avanço da tecnologia com a TV 3.0. Para Javier Goldschimied, da TV chilena, é necessário ter a capacidade de pensar e valorizar as diferenças para se manter atrativo para o público e para o mercado publicitário. A televisão portuguesa TVI reforçou a importância de bons parceiros para fortalecer o conteúdo e para se manter relevante. "Tem que encontrar caminhos de aliança entre operadores, entre televisões de vários países, entre televisões que, antigamente, eram adversárias e agora são parceiras, entre as TVs e as produtoras. Isso é que é fundamental”, diz José Eduardo Moniz, diretor regional da TVI. O debate sobre jornalismo e democracia foi mediado pela jornalista Renata Lo Prete. Reuniu o diretor de jornalismo da Globo, Ricardo Villela; Martin Gonzalo Etchevres, do grupo argentino Clarín; e Christoph Rockerath, correspondente da América do Sul e chefe do escritório da ZDF, a televisão pública da Alemanha. Eles falaram sobre coberturas jornalísticas com o desafio dos regimes totalitários e apresentaram formas de lidar com ataques, desinformação e fake news. Um vídeo mostrou o trabalho da Globo com a checagem de informações com o Fato ou Fake, do g1. Christoph Rockerath falou que, em alguns países, o debate é mais desafiador, como os Estados Unidos e países da América Latina, por causa da polarização política e reforçou que jornalismo e democracia têm que andar juntos para a democracia funcionar. O último painel do dia debateu a falta de regulamentação das mídias sociais e o impacto que isso causa na sociedade como um todo. "Quando a gente, por exemplo, compara com os meios de comunicação de massa, as informações são públicas. Todo o conteúdo é público, a publicidade é pública. E quando a gente fala de rede social, esse conteúdo não é público, ele é segmentado pelos algoritmos. A maior parte das pessoas usa essas redes, gostam dessas redes, e eu acho super importante mantê-las no país. Mas elas têm, como toda empresa que opera aqui, e opera de forma íntegra, ter comprometimento com o público, ter responsabilidade perante a lei e transparência da sua atuação”, diz Marie Santini, diretora do NetLab/ UFRJ. 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